23 fevereiro 2007

Carnaval parte 1

No Carnaval acontecem coisas engraçadas.

Não tô falando dos desfiles das escolas de samba (só pra lembrar, moro no Rio), nem dos bailes. Claro que a cobertura do Gala Gay pela Rede TV também é engraçada, mas não é disso que estou falando.
Vou contar o que aconteceu de engraçado no "meu" Carnaval.
Pra começar, a cantada que levei. Na 3ª feira fui levar meus cachorros pra "desfilarem" as fantasias de palhacinhos em Ipanema. Pretendia ver a Banda de Ipanema, mas cheguei tarde. Andei com eles pela orla e meu ego de mãe coruja foi a todo tempo massageado pelos elogios que receberam: "que gracinhas!", "que fofos!", "que lindos!". Já no final do passeio, caminhávamos em direção à Lagoa pra pegar o carro quando fui abordada por um folião típico. Digo que era típico porque vestia apenas bermuda, tinha um colar de havaiana no pescoço e uma latinha de Skol na mão. Iniciou a cantada pelo modo mais óbvio: brincando com os cachorros. Aí puxou papo com a dona dos cachorros, perguntando se um deles era bichon (frisé). Até aí tudo bem, essa confusão sempre acontece porque ele não teve a cauda cortada e o pelo não é tosado baixinho. Eu respondi, com a calma de quem já respondeu a essa pergunta umas 500 vezes: "não, é poodle". Ele, depois de ter levado um tapa na auto-confiança aumentada pelo álcool, comentou o que todo mundo comenta: "mas ele tem cauda, blá blá blá". Abalado, porém não derrotado, continuou a investida: "como é que pode? Trabalho num pet shop e não sei distinguir um poodle de um bichon. Tinha que saber!" Por educação perguntei: "você trabalha num pet shop?". Animado, ele deu a localização da loja, em Copacabana. Até já conheci bem aquele bairro quando trabalhei lá, mas agora só lembro dos nomes das ruas principais e olhe lá! Logo, a minha resposta foi a única possível: "ah tá". Duro na queda, ele continuou: "mas a minha paixão mesmo é schnauzer". Vocês são inteligentes e já devem ter deduzido que meu outro cachorro é um schnauzer. Nessa hora, então, ele recebeu o derradeiro "balde de água fria". Meu marido e minha sogra, que caminhavam mais lentamente, chegaram à esquina em que eu havia parado para espera-los. Virei pra eles e perguntei se preferiam seguir em frente ou continuar por uma rua secundária. Só então o folião galanteador se deu conta de que não estava dando em cima de uma mulher desacompanhada (ou acompanhada apenas por cães). Confesso que senti uma pontinha de pena no momento em que ele deu um "tchau" rápido e sem graça, e foi atrás dos amigos.
Depois conto mais.


2 Comments:

Anonymous Jul!o said...

Cara, acho que todas as situações são cõmicas, na vida...
É que no Carnaval não temos pudor para sermos discretos...:)

24/2/07 14:11  
Anonymous André Burgos said...

foras são deprimentes ;~
espero que me visites:
http://www.chaverde.wordpress.com

25/2/07 12:29  

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